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POEMINHAS DA TERRA
Por Portal Uai

Publicado por: Portal UAI - dezembro de 2016

http://blogs.uai.com.br/contaumahistoria/poeminhas-da-terra/

Este livro escrito por Márcia Leite e ilustrado por Tatiana Móes, produzido pela Editora Pulo do Gato, a cada momento, chega gratuitamente às mãos de uma criança e, assim, milhares delas Brasil afora estão em contato com a cultura indígena, com vocábulos dos primeiros habitantes da terra e seu terno cotidiano. O livro ainda pode ser solicitado através da Campanha do Itaú Social “Leia para uma criança”.

Hora de comer, hora de brincar, hora de colher, hora de pescar, hora de festejar, hora de contemplar, hora de compartilhar são alguns dos temas explorados nestes singelos poemas sobre o cotidiano da vida na aldeia daqueles que são os primeiros habitantes do Brasil.

Casa pra morar

Junta sapé,

Junta taquara,

Junta vara,

Junta graveto,

Junta barro,

Junta cipó,

Junta piaçava,

Oca oca oca.

Os versos curtos, a repetição de sons, o ritmo cadenciado pela repetição de vogais e uso de rimas simples convidam à exploração da linguagem durante a leitura oral. A predominância de palavras de origem tupi-guarani, associadas às poéticas ilustrações em nanquim e aquarela evocam uma profunda harmonia entre os seres e a natureza, fazendo com que “Poeminhas da terra” proporcione a aproximação do leitor com a cultura dos povos indígenas, tão bem representada pelo respeitoso olhar das autoras. 

Trovoada

Foge curupira,

Foge boiúna,

Foge iara,

Foge boitatá.

Na mata

Na água,

No céu,

Todos têm medo de Tupã.

“Poeminhas da terra” é a autêntica conversa de aldeia. Desde a capa, passando pelos versos e as ilustrações nos transporta de fato para este universo de forma terna, por que índio é isso mesmo: uma gente cheia de convicção, de alegria e de sabedoria.

A autora Márcia Leite concedeu uma entrevista ao blog, que nos ajuda a conhecer mais este belo trabalho e a gostar ainda mais do livro. Este ano ela fez 30 anos de carreira desde a publicação de meu primeiro livro, “A Barriga”, em 1986, pela editora Melhoramentos. De lá para cá, publicou por várias editoras mais de 40 livros para crianças e jovens, muitos deles premiados e integrantes de programas governamentais e institucionais.

Márcia é também educadora com mais de 30 anos de prática escolar. Hoje, atua como formadora e consultora nas áreas de leitura e literatura para crianças e jovens, ministrando cursos, palestras e oficinas. Em 2011, fundou, junto com Leonardo Chianca, editor e escritor, a Editora Pulo do Gato, voltada para leitores em formação e formadores de leitores.

A Pulo do Gato www.editorapulodogato.com.br é uma editora fundamentada na promoção da leitura literária para crianças e jovens e na divulgação de obras sobre leitura, literatura e formação de leitores. Acreditamos que essas duas frentes — leitores em formação e formadores de leitores —, são os dois lados da moeda na qual a leitura e a escrita se inscrevem como necessidades básicas de todo ser humano. Esta editora considera cuidadosamente as características estéticas e literárias de cada livro, a diversidade de estilos de seus autores e ilustradores, a variedade de linguagens verbais e visuais, o tratamento e originalidade na abordagem dos temas; a qualidade artística dos projetos visuais, dos formatos… Seu catálogo de livros revela “escolha de textos vigorosos, abertos, desafiadores, que não caiam na sedução simplista e demagógica, que provoquem perguntas, silêncios, imagens, gestos, rejeições e atrações”, como escreve a especialista argentina em Literatura Infantil Cecilia Bajour.

A entrevista:

Blog: Como foi a criação e produção do livro Poeminhas da Terra?

Márcia Leite: “Poeminhas da Terra” surgiu da ideia de aproximar as crianças da riqueza da cultura indígena por meio das palavras. As palavras, naturalmente, podem ganhar mais ludicidade, para as crianças, por meio da linguagem poética. Dessa forma pensei que explorar, ainda que de maneira muito singela, um pouco do universo de um idílico dia na aldeia, próximo ao cotidiano das crianças. A atual língua portuguesa é composta por milhares de palavras de origem indígena. A maioria, do tronco tupi, foi sendo incorporada à língua portuguesa desde o período da colonização.

Temos muitos estados brasileiros com nomes indígenas: Pará, Acre, Ceará, Paraíba, Piauí, Amapá, Paraná. Cidades, então, assim como nomes de rios e regiões, são incontáveis. E 80% dos nomes da nossa flora e fauna são indígenas, pois o homem branco foi aprendendo com o povo nativo como esses animais, plantas e frutas se chamavam.  A ideia do livro, portanto, partiu da intenção de explorar e homenagear a língua e os primeiros habitantes da nossa terra, língua hoje nos constitui e nos representa.

Após a escritura da primeira versão do original do texto, convidei Tatiana Móes, artista e pesquisadora pernambucana de extraordinário talento, a encontrar os melhores recursos para dialogar com o texto. Escolhemos o formato vertical, propondo outra situação de leitura de texto e imagem. O leitor, assim, explora a dupla de páginas de cima para baixo, alterando o olhar para as novas perspectivas propostas pela disposição do texto e das imagens nas páginas. Entendemos que o formato foi fundamental para reorganizar e valorizar a relação do texto com as ilustrações, permitindo novas formas de “leitura”. Tati escolheu também uma paleta de cores econômica, ligadas aos tons dos elementos da terra (vermelho/laranja, verde e azul) e testamos vários fundos de papéis, até encontramos aquele que mais favoreceu o projeto (uma espécie de reprodução de papel artesanal).

Foi um projeto de demorado processo, fizemos outras versões que não nos agradaram até chegarmos a que nos contentou plenamente. Todo esse percurso faz parte da narrativa de um livro. Cada livro tem um tempo de gestação.

Blog: E como o livro foi selecionado para a campanha Leia para uma criança, da Fundação Itaú? 

Márcia Leite: Tivemos a grata surpresa de ficarmos entre os finalistas e, por fim, entramos como um dos dois escolhidos. As editoras costumam enviar seus lançamentos para análise. Em nenhum momento sabemos quais serão os critérios dos avaliadores. Apenas fomos informados de que estávamos entre os oito finalistas, quando precisamos entregar oito livros para análise dos jurados. Trata-se de um processo demorado de análise e de escolha, e os analistas são profissionais de competência e expertise na área de Literatura Infantil. Foi uma grande alegria para nossa editora. Uma oportunidade de estar mais próximo de muitos leitores que não teriam acesso ao livro.

Blog: Ter o livro selecionado trata-se de uma exclusividade ou a obra também fica no mercado? 

Márcia Leite: O livro está em nosso catálogo na versão mercado. Algumas especificidades diferenciam-no do livro entregue pelo programa Itaú, como a inclusão do selo do Programa Leia para uma Criança e algumas características físicas mais adequadas para o envio via correio para todo Brasil. Não há exclusividade, a versão mercado pertence ao catálogo da editora e a impressão Itaú é feita especialmente para a finalidade do programa.




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