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COLEÇÃO DESTACA CULTURA DA ESCRITA
Será lançada no dia 13 de junho, na Livraria da Vila, em São Paulo, a Coleção Gato Letrado, que apresenta títulos inéditos no Brasil sobre temas relacionados à cultura da escrita de alguns dos mais atuantes e reconhecidos pensadores contemporâneos na área. São livros potencialmente capazes de promover reflexões sobre a importância da leitura e da literatura e de incentivar ações que favoreçam a formação de leitores literários, particularmente entre crianças e jovens. - Blog Mundo Leitura - 07/06/2012

Publicado em: Blog Mundo Leitura - 07/06/2012

http://www.mundoleitura.com.br/2012/06/colecao-destaca-cultura-da-escrita/


Será lançada no dia 13 de junho, na Livraria da Vila, em São Paulo, a Coleção Gato Letrado, que apresenta títulos inéditos no Brasil sobre temas relacionados à cultura da escrita de alguns dos mais atuantes e reconhecidos pensadores contemporâneos na área. São livros potencialmente capazes de promover reflexões sobre a importância da leitura e da literatura e de incentivar ações que favoreçam a formação de leitores literários, particularmente entre crianças e jovens.

A Editora Pulo do Gato também assume o compromisso com a formação de leitores ao publicar na coleção Gato Letrado obras de referência criteriosamente selecionadas e prefaciadas por nomes representativos da cultura literária brasileira e do fomento à leitura. A coleção é dirigida a todos os interessados nos temas relacionados à leitura: professores, formadores, bibliotecários, escritores, editores e pesquisadores.
Para leitores preocupados em formar novos leitores

Como se fizesse um cavalo, de Marina Colasanti, com apresentação de Eliana Yunes. Na primeira das duas conferências compiladas neste título, e que dá nome ao livro, a autora compartilha como se deu sua “construção” como leitora. Ao recordar sua trajetória, comovida e comovente, Marina segue o exemplo de Michelangelo (que desbasta um bloco de mármore até retirar da pedra tudo o que não pertence ao cavalo) e decompõe sua história de leitura, retirando dela todos os livros que a constituíram como pessoa: “O que sobrar será o que eu teria sido sem eles e me dará a justa medida do que fizeram por mim”.

No segundo texto, a autora encara um tema que muito preocupa os amantes da literatura: o livro como objeto de consumo, como uma boneca Barbie, sujeito e conduzido pelas rédeas do mercado.

Marina Colasanti publicou seu primeiro livro em 1968. Hoje são mais de cinquenta títulos publicados no Brasil e no exterior, entre os quais livros de poesia, contos, crônicas, livros para crianças e jovens e ensaios. É uma das mais premiadas escritoras brasileiras em todos os gêneros, detentora, entre muitos outros, de seis prêmios Jabuti. Participa ativamente de congressos, simpósios e feiras literárias no Brasil e em outros países.

Por uma literatura sem adjetivos, de María Teresa Andruetto, com apresentação de Marina Colasanti. Reunião de ensaios e conferências cujo título traduz o conceito que atravessa as reflexões e os questionamentos da autora sobre as designações e as funções atribuídas à literatura, principalmente a “destinada” a crianças e jovens, em que o adjetivo infantil acaba por se converter em categoria substantivada, a serviço de outros interesses – morais, políticos e de mercado –, em detrimento ao que é mais relevante: o literário, pois, “quando falamos de escrita, o substantivo é sempre mais importante”.

A coerência, a consciência e a clareza reveladas pela autora sobre o papel da leitura, da literatura e do escritor na sociedade estão presentes nas páginas dos doze artigos que compõem esta obra e podem ser exemplificadas no trecho:
“a literatura de um país não é feita só com escritores, mas também com pesquisadores, formadores e críticos, e, sobretudo, é feita com leitores que, dialogando com as obras já escritas, vão construindo uma obra para o futuro”.

María Teresa Andruetto nasceu em Córdoba, Argentina, em 1954. Dedica-se à literatura há mais de trinta anos, atuando na formação de professores e mediadores de leitura, tendo participado de planos de leitura e fundado centros de estudos e revistas especializadas. Como autora e especialista na área, é frequentemente convidada a palestrar em congressos, seminários, feiras e jornadas literárias em seu país e no exterior. Recebeu, em 2012, o Prêmio Hans Christian Andersen, um reconhecimento internacional por sua “contribuição duradoura à literatura infantil e juvenil”. Seus livros são verdadeiros crossover, lidos tanto por adultos como por jovens leitores, rompendo, assim, as chamadas barreiras geracionais estimuladas pelo mercado editorial.

Ouvir nas entrelinhas – O valor da escuta nas práticas de leitura, de Cecilia Bajour, com apresentação de João Luís Ceccantini. O capítulo que dá nome a este livro funciona como uma espécie de clave sob a qual se organizam os quatro textos que compõem a obra. A pesquisadora argentina discorre sobre a importância da “escuta”, da “conversação literária” e do “registro” para o bom resultado no trabalho com a leitura, depositando no compromisso, na formação e na intencionalidade do mediador grande parte da responsabilidade pelo sucesso ou pelo fracasso das ações promotoras da formação do leitor literário na escola.
“Em experiências de leitura compartilhada, os mediadores que aprendem a ouvir nas entrelinhas constroem pontes e acreditam que as vozes, os gestos e os silêncios dos leitores merecem ser escutados. Se assim for, quando é assim, ler se parece com escutar.”

Cecilia Bajour vive na Argentina e é codiretora de Especialização em Literatura Infantil e Juvenil da Universidade Nacional de San Mantín, instituição em que também coordena a Área de Literatura Infantil e Juvenil do Programa de Leitura, Escritura e Literatura Infantil e Juvenil (PLELIJ). Crítica literária, com expressiva atuação na formação de professores e mediadores de leitura, Cecilia tem vários livros publicados e escreve assiduamente em publicações especializadas em literatura infantil e promoção de leitura. Participa ativamente de jornadas, seminários e congressos nacionais e internacionais sobre livros, leitura e leitores.

Os dias e os livros – Divagações sobre a hospitalidade da leitura, de Daniel Goldin, com apresentação de Ana Maria Machado. “Divagando” lucidamente sobre a hospitalidade da leitura e a formação de leitores, Daniel Goldin transita pela história da literatura infantil e da infância e pela indústria dos livros; discorre também sobre o papel do editor e, por que não, sobre a paternidade, fugindo sempre do discurso pronto – e quase sempre sem respostas ou medidas efetivas –, que outorga à leitura um papel determinante na formação de cidadãos. Os textos aqui reunidos convidam ao pensamento crítico, à reflexão mediada pela teoria e ilustrada pela prática, à ação responsável por parte daqueles que estão compromissados com o fomento à leitura.

Daniel Goldin nasceu e vive no México. É editor, poeta e ensaísta. Criou e dirigiu diferentes coleções para crianças e jovens no Fondo de Cultura Económica de México, assim como programas de formação de leitores nessa mesma instituição. Tem artigos publicados em revistas do México, da Espanha e de toda a América Latina e participa ativamente de conferências e seminários em fóruns de editores, bibliotecários, professores e formadores de leitores em seu país e no exterior. Atualmente é editor na editora Óceano Travesía.

Ler e brincar, tecer e cantar – Literatura, escrita e educação, de Yolanda Reyes, com apresentação de Marisa Lajolo. O subtítulo deste livro já anuncia o que será aprofundado nos quatro ensaios que o compõem: a autora está profundamente comprometida com
o mundo da linguagem, com as raízes dos atos de ler e de escrever, com a educação, o acolhimento e a formação de leitores literários, com o respeito às próprias experiências como leitora e escritora e, essencialmente, com o mundo tão particular da literatura, que “embora não transforme o mundo, pode fazê-lo ao menos mais habitável, pois o fato de nos vermos em perspectiva e de olharmos para dentro contribui para que se abram novas portas para a sensibilidade e para o entendimento de nós mesmos e dos outros”.

Yolanda Reyes é colombiana e vive na cidade de Bogotá. Pedagoga e escritora premiada de literatura para crianças, jovens e adultos, é fundadora e diretora do Instituto Espantapájaros, um projeto cultural de formação de leitores dirigido a crianças, pais, professores e bibliotecários. Desenvolve permanentemente pesquisas de investigação sobre a leitura na primeira infância, publica artigos em jornais e revistas especializadas e participa de conferências sobre o tema leitura, literatura e formação de leitores. Atua também como colunista do jornal El Tiempo e ministra o curso “Escrever para crianças” na Universidade Autônoma de Barcelona.

O direito de ler e de escrever, de Silvia Castrillón, com apresentação de Bartolomeu Campos de Queirós, inaugurou a coleção Gato Letrado em 2011. Apoiada em vasta experiência profissional e numa sólida trajetória intelectual, a autora levanta questões importantes sobre a formação e os desafios dos bibliotecários, convoca a sociedade civil a pensar as políticas públicas de leitura, critica clichês e posturas que há muito apresentam sinais de cansaço, reivindica o direito à escrita, muitas vezes esquecido à sombra da leitura, politiza as bibliotecas, fazendo delas muito mais que um lugar de acesso à informação, convidando o leitor a refletir verdadeiramente sobre a leitura.
Leitura essencial para professores, bibliotecários, pesquisadores, gestores públicos e todos aqueles que entendem a leitura como condição para o bem-estar social e trabalham pela democratização de seu acesso no país.

Silvia Castrillón vive na Colômbia e é presidente da Associação Colombiana de Leitura e Escrita (Asolectura). Considerada uma das mais destacadas autoridades latino-americanas no desenvolvimento de bibliotecas,
é também uma das vozes mais lúcidas e consistentes sobre educação e políticas públicas de apoio à leitura e à escrita. Trabalha na concepção e na implantação de projetos e campanhas de fomento ao livro e à leitura, tem vários títulos publicados e participa ativamente de conferências e encontros sobre o tema em seu país e no exterior.


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