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TROCANDO EM MIÚDOS: DIPACHO
Entrevista com Dipacho por Garimpo Miúdo

Publicado em: Garimpo Miúdo - setembro de 2016

http://www.garimpomiudo.com/single-post/2016/09/07/Trocando-em-mi%C3%BAdos-Dipacho

Dipacho é o nome divertido que o ilustrador colombiano Diego Francisco Sánchez Rodríguez criou para assinar os seus livros. Em uma passagem recente pelo Brasil, ele esteve em São Paulo e Campinas, ministrando oficinas e apresentando o seu traço delicado e repleto de camadas de significado, em que uma coisa sempre pode ser outra coisa. Suas histórias levam para os pequenos conceitos e conversas da maior importância: igualdade, respeito, amadurecimento, ética, consumo e crítica social.

Três livros dele já chegaram ao Brasil. Para a sorte dos leitores, esse movimento ficou a cargo do trabalho cuidadoso da editora Pulo do Gato; são publicações que respeitam o projeto de cada livro e sabem bem o tamanho do olhar do leitor que vai acessá-los: Dois passarinhos (2015), A viagem dos elefantes (2014) e Todos zoam todos.

Com 32 anos, Dipacho recebeu muitos prêmios internacionais importantes. Seu livro mais recente por aqui, Dois passarinhos, foi incluído na lista de honra do International Board on Book for Young People (IBBY), e faz parte da biblioteca especializada em literatura para crianças mais importante do mundo, a alemã Internationale Jugendbibliothek (IJB). Com o livro ilustrado Jacinto y Maria José, Dipacho ganhou o prêmio La Orilla del Viento, do Fundo Nacional de Cultura. Todos zoam todos (no original, Todos se burlan) e El animal más feroz receberam menção de honra na Bienal Internacional de Ilustração de Bratislava.

O Trocando em Miúdos de hoje foi conversar com o artista para alcançar as informações que não têm nome, não foram publicadas em lugar nenhum, e ninguém mais pode contar a não ser a criança que vive bem dentro de suas caraminholas.

1. Por que às vezes o desenho tem um tamanho e o texto tem outro?

Porque às vezes um tem mais história para contar do que o outro. Mas sempre dependo do livro e como o texto e a ilustração jogam entre si, não importa tanto o tamanho.

2. Pra que serve uma cor? E a imaginação?

Uma cor serve para transmitir emoções e sensações. O amarelo pode transmitir alegria e o cinza tristeza, embora também possam existir personagens amarelos tristes e cinzas felizes – para isso serve a imaginação, para brincar com as ideias e também com as cores. A imaginação pode invertes as sensações, ou ampliá-las.

3. Você já trombou com uma história no meio da rua?  

Sim, claro! Encontro-as por todos os lados! As histórias estão até nos pequenos detalhes, algumas se transformam em livros, outras ficam dando voltas dentro da cabeça.

4. Uma história nasce na barriga ou na cabeça?

Nasce no coração, passando pela barriga e pela cabeça.

5. Dos mundos que não existem, qual é o seu favorito?

Os que eu ainda não inventei.

6. Como consertar uma história que não funciona?

Deixando-a quieta um pouco – às vezes, anos. Com o tempo, as histórias amadurecem.

7. É mais fácil ganhar de um monstro ou de um medo?

De um monstro, é muito mais fácil, é preciso não ter medo para ganhar do monstro. Mas ganhar do medo é muito mais difícil.

8. Qual a diferença entre as palavras fáceis e as difíceis?

As difíceis travam a língua para falar. As fáceis, conhecemos de memória.

9. Por que os adultos às vezes querem esconder algumas na estante mais alta?

Os adultos às vezes são indecifráveis.

10. Se os livros tivessem perna, pra onde eles iriam?

Perseguiriam os humanos.

Para quiser conhecer de perto o jeito de trabalhar de Dipacho, uma boa dica é este minidocumentário, produzido pelo salão de ilustrações ImagenPalabra, em que ele mostra seus desenhos, rascunhos, sketchbooks e o jeito todo dele de trabalhar, como um caderno de personagens, onde ele guarda ideias para futuras histórias.

 



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