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“UM DIA, UM RIO": LIVRO INFANTIL FAZ REFLETIR SOBRE O DESASTRE EM MARIANA (MG)
Texto poético e belas ilustrações ajudam a abordar o assunto com crianças, Por Maria Clara Vieira

Publicado em: Revista Crescer - janeiro/ 2017

http://revistacrescer.globo.com/Livros-pra-uma-Cuca-Bacana/noticia/2016/12/um-dia-um-rio-livro-infantil-faz-refletir-sobre-o-desastre-em-mariana-mg.html

Um ano após o desastre que aconteceu no município de Mariana (MG), surge um livro ilustrado para ajudar a explicar o assunto às crianças. Com a leveza de um curso d’água, o texto de Um dia, um rio revela a vida do Rio Doce antes e após a tragédia causada pelo rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco. Quem narra a história é o próprio rio, cheio de poesia. As palavras parecem dançar entre as delicadas ilustrações. 

Lançado pela editora Pulo do Gato, o livro tem texto de Leo Cunha e ilustrações de André Neves. O tema é complexo, mas a narrativa pode ser lida para crianças de todas as idades, já que trata de um problema comum a diversos rios – a poluição, que deixa rastros de destruição por todo o Brasil.

Com sensibilidade e fina sintonia, autor e ilustrador contam uma história triste e rica em metáforas. É um convite à imaginação e à reflexão. Será que somente os peixes sofrem com as águas poluídas? E como fica a população ribeirinha? Como escreve Leo Cunha, o rio que antes era melodia, hoje é silêncio. É uma ótima leitura!

A seguir confira entrevista de Leo Cunha para a CRESCER:

Crescer: Por que falar sobre a tragédia de Mariana?
Leo Cunha: Eu moro em Belo Horizonte (MG) e visito muito aquela região. Muitos dos meus alunos e amigos são de lá. Fora isso, tenho uma relação afetiva com os rios em geral. A tragédia no ano passado tomou conta de mim, me incomodou demais. Fui à Mariana e a outros pontos do Rio Doce após tudo o que aconteceu.

O que você quer passar aos leitores?
L.C.:
 Queríamos falar desse caso para as crianças de maneira poética, literária, sem ser didático. Procurei criar uma força simbólica e afetiva sem o tom de denúncia. Eu vi muitas reportagens, visitei a região, então, para escrever, precisei mergulhar na linguagem. Pensei o rio como um personagem que conta a vida antes e depois do desastre.

Qual a importância de abordar o tema com as crianças?
L.C.:
 É um assunto que tem a ver com meio ambiente, mas também com respeito, ganância, resistência. Vários assuntos permeiam essa história de maneira pouco explícita e dão margem a muitas discussões. O papel da literatura é esse: oferecer um material rico, em primeiro lugar, para curtir texto e imagens enquanto obra de arte. E, depois, na segunda ou terceira leitura, derivar para outras reflexões. O caso do Rio Doce é o mote do livro, mas quantos outros no Brasil não estão sofrendo? Há várias maneiras de matarmos nossos rios.

 

Você tem alguma dica de como os adultos podem ler o seu livro para as crianças?
L.C.: 
Acredito que depende da criança: se ela ainda não lê, o adulto pode sentar junto com ela, ir folheando, lendo o texto lentamente, saboreando mesmo. Se ela já lê sozinha, deixe que ela sinta. Perceba o que ela capta do livro. As crianças são muito espertas e têm uma sensibilidade enorme. Caso elas não conheçam o episódio que se passou em Mariana (MG), pode ser válido o adulto contextualizar o fato. Mas não precisa se limitar ao Rio Doce – pode expandir para outros rios que também sofrem.

 

Serviço
Um dia, um rio
Texto de Leo Cunha
Ilustrações de André Neves
Editora Pulo do Gato
R$ 43,50

 

 


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