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NO DIA DAS CRIANÇAS, UMA SELEÇÃO DE LIVROS INFANTIS SEM PAPAS NA PÁGINA
Uma lista de obras para os pequenos que inspira conversas francas sobre quase tudo

Publicado em: El pais - outubro de 2016

http://brasil.elpais.com/brasil/2016/08/17/cultura/1471456098_860133.html

Política e religião podem ser assuntos proibidos numa mesa de bar, na opinião de alguns, mas não são em casa, nem na escola, se o programa é ler com as crianças. Livrarias (físicas e virtuais) andam cheias de títulos sobre temas que os grandes consideram complexos – de direitos humanos a sexo, passando por questões de gênero e de raça –, mas que os pequenos encaram com a naturalidade e a curiosidade de sempre.

Apesar de soarem a novidade, esses livros sempre estiveram aí, à disposição daqueles pais e educadores que tratam crianças como o que elas são: participantes deste mundo. O que faz, então, que listas de literatura infantilsem papas na página estejam pipocando nos últimos tempos? Na leitura de Cristiane Tavares, mestre em Literatura e Crítica Literária pela PUC-SP, essa avalanche se intensificou graças ao momento que vivemos.

“Há uma crise política e econômica mundial, e isso leva a sociedade muitas vezes a um retrocesso a pensamentos conservadores. A literatura sempre tratou das grandes questões humanas e é uma possibilidade de as crianças experimentarem o sentimento de alteridade, de colocar-se no lugar do outro”, diz Cristiane, coordenadora do curso de pós-graduação Livros, crianças e jovens: teoria, mediação e crítica, do Instituto Superior Vera Cruz. “Recorrer à leitura é uma ótima maneira de tratar de assuntos complexos com as crianças”, diz.

Quem reage melhor a essa necessidade são as pequenas editoras, explica a especialista, com linhas editoriais mais pautadas pela qualidade e menos pelo sucesso comercial, portanto lançam os títulos mais atraentes. Mas dá para falar com criança sobre qualquer assunto?

O primeiro a se dizer, lembra Cristiane, é que não existe “criança” como categoria única. Além das idades, variam os gostos e os repertórios que vão permitir que elas se aproximem mais ou menos de determinada história. Para ela, no entanto, limites não há, nem mesmo de faixa etária, apenas bom senso. “As crianças dialogam melhor com os livros que respeitam sua inteligência e seu livre pensar, e um livro que respeite isso terá aceitação maior. Mas não existem assuntos proibidos, só leitores diferentes e formas mais adequadas de apresentar um conteúdo. Em geral, quanto menos infantilizado ele for, melhor”.

Em suma, você pode apresentar um livro que trate de democracia ao seu filho de cinco anos e, ao final, ele pode relacionar o que leu, por exemplo, ao recreio da escola, com suas regras e liberdades. A leitura terá cumprido seu papel, sem necessidade de que ele saia com qualquer definição pronta do que é democracia. O importante para potencializar a experiência – Cristiane Tavares acha importante ressaltar – é conversar sobre o que se leu. “Os grandes teóricos da leitura costumam dizer: leitura pressupõe interação”.

O EL PAÍS preparou uma seleção de livros infantojuvenis para dar a largada em uma conversa franca com as crianças sobre quase tudo.

Um outro país para Azzi', de Sarah Garland (Ed. Pulo do Gato)

“Às vezes, o barulho das metralhadoras nos helicópteros era tão alto que as galinhas ficavam assustadas e paravam de botar ovos”, conta a protagonista desse livro sobre uma família do Oriente Médio, que se vê obrigada a fugir quando a guerra começa a afetar sua rotina. A autora não especifica o país da personagem, com o objetivo de tornar a história um elo universal com todos as pessoas que passam por conflitos territoriais ou têm interesse em saber sobre eles.


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