Heitor é um menino autor autista (e artista). Céu de Jacas foi escrito aos 10 anos e com ele inaugura sua caminhada na literatura.
Desde cedo, descobriu na escrita uma forma de expressar suas alegrias, dúvidas, saudades e medos.
Seu jeito único de sentir e escrever lhe rendeu o 1o lugar em um concurso literário local. Na escola, encontrou no professor Éverton um grande incentivador, que reconheceu seu talento e encorajou sua escrita. Mais tarde, sua mãe enviou o texto para a Pulo do Gato e a história, que começou na sala de aula, encontrou novos leitores.
Diagnosticado com autismo aos cinco anos, Heitor não encontrou barreiras, encontrou janelas. Por elas, enxerga cores e histórias que se transformam em palavras com muita naturalidade. “Não sou menos, nem estranho, apenas enxergo as coisas de um jeito diferente”, como costuma dizer.
Em casa, as palavras circulam à vontade: sua mãe e sua irmã também escrevem, portanto a literatura virou, naturalmente, um assunto de família.
Entre estas histórias está a do biso, José Florêncio, um homem da roça, de poucas palavras e grande amizade com os animais.
Nas horas livres, Heitor gosta de ler, assistir a seus animes preferidos, jogar vôlei e dividir os melhores momentos com Aquiles, seu amigo de quatro patas.